São 3h da manhã de uma noite relativamente fria. Falta-me um pouco de ar nos pulmões, mas nada que impeça a cabeça de voar. Através do vidro da janela fechada se vê a lua que fica cheia amanhã. Linda, azulando o céu escuro. O vento balança levemente o toldo fechado, e ao fundo é possível escutar o barulho das árvores na rua, o tilintar dos sinos da varanda e o cacarejar de alguns galos insones.
Apesar de já ser terça, da presença cintilante da lua, minha cabeça voa no passado, e me faz reverberar boas sensações ao lembrar do último domingo. Um dia leve, calmo e feliz. não faltaram sorrisos e gargalhadas. Aquele morro bonito, amarelado; aquele povo tranquilo e simpático. As danças, as fotos, os amigos, a japonesinha, o sucolé, a música, a rua deserta, os prédios inéditos, nossos amigos, seu casaco, sua voz e seu sorriso. Tudo se mistura em um turbilhão de alegria dentro da minha cabeça.
Tudo já tinha sido muito legal. O sábado foi maravilhoso, mas o domingo veio para completá-lo, como se fossem um só, e dependessem um do outro para se concretizar. Dois dias, dois momentos, como se fossem um, em sua plenitude. E tomado por essas sensações através das lembranças, agora penso: que a vida pode até fazer com que não nos vejamos mais. Mas eu vou levar comigo aquele domingo, aquele sorriso, para a eternidade.
sábado, 12 de novembro de 2011
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