terça-feira, 23 de junho de 2009

Quanto a política

quanto a política Não acredito e provavelmente tão cedo não passarei a acreditar no cenário circense, quer dizer político atual. Abstraindo a candidatura de funkeiros e jogadores de futebol, foco-me mais na transparência de algo verdadeiro, o que realmente não se vê e muito menos se sente, as propostas são basicamente as mesmas e os discursos bem semelhantes, exatamente como nós fazemos quando temos que produzir algum texto chato, simplesmente copiamos a idéia, trocamos as palavras e as ordens das mesmas. Em 2008 pela primeira vez em minha vida vi a juventude ativa politicamente, se foi por onda ou se foi por real interesse, não sei e não me interessa saber, adoraria que fossem realmente interessados, mas vamos seguir sem digressões ao longo desse texto. Sendo mais conciso, é a primeira vez que vejo um candidato cair nas graças do povo de fato, sem que para isso precisasse distribuir cestas básicas, bonés e camisas em abundância, ele não comprou o voto de ninguém. Suas novas propostas, seu perfil e histórico libertários, Seus discursos eloquentes e carregados de intelecto, de fato, conquistaram a fidelidade de seus eleitores, se ele ia cumprir ou não com suas promessas depois de eleito, não sei, ninguém sabe, mas que o rio de janeiro era digno dessa virtual mudança, era. Quanto ao eleito, é realmente complicado falar, a palavra que mais gosto de usar quando refiro-me a ele é ordinário. Acredito que tal sujeito tenha feito muitas sujeiras para conseguir o que queria, algumas delas até inimagináveis.
Vou continuar lendo a respeito de política e sua história, quanto a gestão aqui vigente, serão mais 4 anos de descrença.

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

visão do buraco - ensaio 2

6:50 am Faz frio, a ida até o buraco é difícil. O dia é opaco, a chegada da chuva é iminente, seu companheiro vento já veio conceder o recado. Sabe-se que a água que vai cair hoje será mais gelada que a de outros dias, por isso a negligência. O buraco escolhido é o mesmo, lá fora o movimento é maior devido a hora, transeuntes começam a levar seus filhos ao colégio e comprar pães na padaria. 6:55 am A garganta avisa que o fluxo de saliva é normal, mas existe um congestionamento na entrada do túnel, especificamente na altura das amígdalas.O homem do estacionamento multifuncional já se foi, no lugar dele, um garoto de uns 20 anos, não se sabe se ele cuida do estacionamento ou trabalha no lava jato. Um cabeludo passa, um possível imigrante, talvez tenha vindo da capital de marte, não é normal ver alguém pedir informação a essa hora, ele pergunta algo ao jovem do estacionamento, a resposta é breve, talvez ele queira uma papelote de cocaína no morro aqui ao lado, ou até mesmo possa estar vindo de lá, mas a sua cabeça está na lua, ele segue seu caminho, decerto, com a informação que queria. 7:00 am Descendo em direção contrária a do cabeludo, um casal corpulento com seu saco de pão, felizes, não se sabe se pela aquisição do pão ou pela conversa que tem. Eles vão em direção ao posto, esse que está lotado de carros pretos, são uns 4 juntos, as bandeirinhas do posto oscilam para lá e pra cá com o vento forte, são pretas e amarelas, no formato de bandeirinhas de festa junina, Alfredo Volpi adoraria pinta-las. 7:05 am no prédio em frente ninguém despertou ainda, logo ao lado, o homem que do lado de fora da portaria mora, possivelmente patrocinado pela carlton e pela caninha da roça, já está de pé e levantando seu acampamento, é difícil adivinhar para onde ele vai. O 409 aparece na esquina, é difícil imaginar que alguém esteja indo para cachoeira do horto, até agora ninguém entrou no ônibus, mas alguém vai sair, rapidamente um intrépido menino uniformizado entra pela parte traseira do ônibus, ele deve ir a escola, os atos transgressivos ocuparam o espaço que, outrora, era do feérico mundo das crianças. 7:10 As paredes do box lembram um lindo céu durante a noite, cheio de suas gotas cadentes que, cintilantes, caem interruptamente. Descendo a rua, para a surpresa de todos, vêm ele, o cabeludo, agora com um cachorro cinza na colheira, e um saco para limpar as fezes do animal, deve ser essa sua labuta, passear com cachorros da região. Então o que o homem de marte perguntava ao jovem do estacionamento? eles já se conheciam. Devia perguntar a respeito da eleição, é o assunto mais falado por agora. Se o jovem do estacionamento é esperto, deve ter-lhe dito: "sorte a sua de ser de marte". 7:15 am O banho termina.

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

visão do buraco

6:00 am a música que toca é de um francês multiinstrumentista que chama-se Guillaume mas todos o conhecem pelos seus outros dois nomes. A água do chuveiro vai começar a cair, dois buracos no banheiro, cerca de 50cm de largura x 30 de altura, terceiro andar, leva-se em conta ainda dois andares de garagem e o play, lá fora as construções imutáveis até que resolvam implodi-las igual com as torres gêmeas. A escolhida foi a janela da direita, a outra permanece fechada. A água está gelada. Lá fora a vicissitude põe em prática um de seus significados. Tudo é sempre tão parecido. Logo a frente, existe um galpão, é um estacionamento, que a noite vira salão de festas e lá também lava-se carro, não só você precisa fazer mais de uma coisa para não ficar para trás no mercado, assim como os empreendimentos também tem de se tornar mais versáteis. Vai ser um lindo dia. Vem o jornaleiro, cabelos negros apenas nas laterais, ele tem uns 30 anos, deve trabalhar naquela câmara aberta no mínimo a 15, não satisfeito em abrir a câmara as 6, antes ele entrega alguns papéis aos clientes indolentes. 6:10 am começa o banho. A esquerda, em uma esquina, um posto de gasolina, o bobs que ali tem só abre mais tarde, os homens do posto já estão abrindo, retirando a cerca, mas quem tira a cerca é o segurança da rua ao lado e ele usa um carrinho de supermercados para guardar a corrente e os canos. Será que foi roubado aquele carrinho?. 6:12 o céu está aberto, não obstante está frio por causa do horário e a água varia de temperatura incessantemente. Entre o posto e o estacionamento existem dois prédios, um prédio de dois andares e um outro, esse de cinco andares. O menino desassossegado do primeiro andar do prédio de dois andares ainda não deve ter acordado e no de cinco andares ninguém mora na parte de dentro, do lado de fora, na portaria, vive um senhor, falta-lhe um teto, mas cigarro e cachaça jamais. 6:17 am a água mesclada com sabão escorre em direção ao temido e sórdido ralo. Logo aparecerá o moço que toma conta dos táxis aqui na frente do prédio, vulgo chupeta, caso ele não apareça, decerto, seu filho aparecerá, comumente chamado de chupetinha. Herdou não só o apelido, mas também a alegria de seu pai. 6:20 am o banho acaba.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

quanto a escrita...

A escrita emergiu em minha vida quando encontrei a necessidade de ter que por em um papel meus arrevesados pensamentos. Depois de acostumado, passei de fato a tomar gosto pela ato de escrever, de expressar os sentimentos, e toda essa dança entre idéias e seleção de palavras deixam-me cada vez mais interessado em escrever mais e mais. Não raramente, encontro-me a sentir falta de um papel, eis aí uma relação de interdependência, o papel disposto e receber e guardar aquelas palavras, e eu a ali deposita-las para que aumente a sua longevidade. Essa prática decerto fez com que conhecesse mais a respeito da minha pessoa, tornando meu mar de idéias algo mais límpido não só para os outros. Considero-me ainda um tanto quanto hermético e com os pensamentos arrevesados, afinal, acho difícil manter-me inerte de tudo que se passa a minha volta...

solilóquio

Venho por meio deste esclarecer comigo mesmo diferentes pontos de vista que tenho a respeito da vida. Essa série de monólogos nada tem de especial, tratam-se apenas de depoimentos que farei para entender, talvez, de forma mais clara, as minhas próprias idéias.

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

palavras


Acredito que hoje minha maior diversão,indubitavelmente, é o dicionário. Como posso ficar horas e horas oscilando de A a Z, pulando de palavras em palavras incessantemente, instigado por uma curiosidade que me domina, e pela vontade um dia ter-las como sinceras aliadas de minhas idéias e análises.

Domingo, 5 de Outubro de 2008

teste