terça-feira, 7 de julho de 2009

Apenas negócios

Em poucas horas estarei a participar de mais um colóquio de cinema. Pois é, em vez de simpósio, conferência, debate, congresso, a palavra da vez agora foi colóquio. Por incrível que pareça, o segundo que participo em duas semanas. Tudo isso reflexo do ano da França no Brasil. Até agora os grandes empresários da cultura têm se remexido bastante nas suas cadeiras e muita coisa interessante têm acontecido.
Depois da lua inflamada de ontem no seu céu de gotas. Hoje, chegou aqui vindo lá do Japão um sol brilhante invernal, mergulhado num lago azul infinito. Todo esse resplandecer sempre remete minhas lembranças à praia ou à cachoeira.
Imagino a praia com a água escura igual as do alto mar, a areia infelizmente suja como a de sempre, e o sol limpo e seco como gosta de ser no inverno. A cachoeira com a água menos gelada que no verão, sabe-se lá alguém por quê. E com sua mata mãe úmida e gélida nas partes não acalentadas pelo pai. Ah! como são boas as delícias invernosas, no sol, encontro afago e na sombra, adormeço de tanto conforto.
Essa semana vou preterir os mergulhos na praia ou na cachoeira para me jogar de peito nos estudos a respeito de Jean Rouch. A escolha é difícil, mas ao mesmo tempo simples. Quanto a natureza, eu sei que ela sempre vai maravilhar a minha vida. Já, quanto a boa vontade dos empresários, nada se sabe.