<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851</id><updated>2011-11-12T08:09:50.677-08:00</updated><title type='text'>espólioquotidiano</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-8297688781258118572</id><published>2011-11-12T08:09:00.000-08:00</published><updated>2011-11-12T08:09:50.691-08:00</updated><title type='text'>Último domingo</title><content type='html'>São 3h da manhã de uma noite relativamente fria. Falta-me um pouco de ar nos pulmões, mas nada que impeça a cabeça de voar. Através do vidro da janela fechada se vê a lua que fica cheia amanhã. Linda, azulando o céu escuro. O vento balança levemente o toldo fechado, e ao fundo é possível escutar o barulho das árvores na rua, o tilintar dos sinos da varanda e o cacarejar de alguns galos insones.&lt;br /&gt;Apesar de já ser terça, da presença cintilante da lua, minha cabeça voa no passado, e me faz reverberar boas sensações ao lembrar do último domingo. Um dia leve, calmo e feliz. não faltaram sorrisos e gargalhadas. Aquele morro bonito, amarelado; aquele povo tranquilo e simpático. As danças, as fotos, os amigos, a japonesinha, o sucolé, a música, a rua deserta, os prédios inéditos, nossos amigos, seu casaco, sua voz e seu sorriso. Tudo se mistura em um turbilhão de alegria dentro da minha cabeça.&lt;br /&gt;Tudo já tinha sido muito legal. O sábado foi maravilhoso, mas o domingo veio para completá-lo, como se fossem um só, e dependessem um do outro para se concretizar. Dois dias, dois momentos, como se fossem um, em sua plenitude. E tomado por essas sensações através das lembranças, agora penso: que a vida pode até fazer com que não nos vejamos mais. Mas eu vou levar comigo aquele domingo, aquele sorriso, para a eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-8297688781258118572?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/8297688781258118572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/8297688781258118572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2011/11/ultimo-domingo.html' title='Último domingo'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-461688998034095320</id><published>2011-01-27T15:10:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T15:12:38.381-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cada passo se faz arrastado, com dificuldade. O peso das pernas e a preguiça de movimentá-las quase me faz desistir. Três bolas de 1 tonelada em cada uma delas e outras duas presas nos pulsos, e uma bola maior, mais pesada ainda, presa na cintura. &lt;br /&gt;A estrada se fez de lama com o tempo ruim, aquele caminho que ostentava uma terra fresca e cheirosa, cercada pelo mais puro verde, se foi. Não existem mais passáros, muito menos borboletas. As vacas e as galinhas, assim como os porcos, se extinguiram. Hoje o caminho é mais difícil, essa viagem poderia ter sido feita ontem, mas como sempre, eu deixei para amanhã.&lt;br /&gt;O corpo vai se acabando dia a dia, e nada muda. Estou parado no mesmo lugar há anos. A lama começa a chegar ao pescoço. A cara já está toda suja, e de limpo e funcionando bem, só me restam os olhos. Enxergo o caminho a minha frente, a preguiça se oferece a todo instante, pedindo que eu desista, sei que cada passo sofrido pode ser em vão, mas já não importa mais, não posso deixar mais nada para amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-461688998034095320?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/461688998034095320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/461688998034095320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2011/01/cada-passo-se-faz-arrastado-com.html' title=''/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-5588222007790835198</id><published>2010-03-02T10:54:00.000-08:00</published><updated>2010-03-02T10:59:06.004-08:00</updated><title type='text'>O renascimento na morte</title><content type='html'>Era uma segunda-feira chuvosa, nublada e triste. O frio fazia doer as juntas do corpo. A cidade, voltando aos dias normais depois de mais um, sempre alegre, carnaval. A água que cai dos céus é inédita nesse verão. Molha os transeuntes sob sua tormenta, e entedia os agasalhados, alimentados e secos dentro das casas. Todos anseiam a hora do sono, e lamentam não estar de folga no dia seguinte, para poder deleitar o sono mais profundo.&lt;br /&gt;Entre todos os corpos preguiçosos, existe um, que também o é, mas que revela uma estranha inquietude. Parece ser contrário a ociosidade que prega desde o início da sua vida e, logo naquele dia escuro e insosso, tinha decido-se a mudar de vez a sua realidade.&lt;br /&gt;Cansado do seu descomprometimento consigo, da desmedida preguiça, da descrença inflexível, do casuísmo, do conformismo, e do oxímoro que tinha transformado-se, ele decidiu exterminar todos os seus vermes intrínsecos, e renascer nessa morte, semeando esses espaços mortos, para que um dia dali brotem do cerne as flores mais bonitas e duradouras.&lt;br /&gt;Por trás daquelas nuvens densas, desnpontava no céu sob o conhecimento de poucos, uma lua cheia, repleta de energias e mudanças para a natureza e para humanidade. O homem decidido, viu-se então agarrado em uma fé insólita, da qual não fazia ideia da existência, e sob aquelas grossas gotas, viu sozinho, a lua cheia direcionar-lhe a sua luz por entre todas aquelas nuvens, iluminando-lhe a vida e a alma, para que conseguisse extrair de dentro de si, toda a força que lhe faltara antes para seguir à diante o seu caminho.&lt;br /&gt;No dia seguinte, não mais sob a forte enxurrada, ele se levantou, as nuvens continuavam lá, mas ele, mais uma vez só, foi o único a prestar atenção nelas e dar-lhes o devido apreço. Repentinamente despontou por sobre elas um sol manso e indulgente, iluminando-lhe a face e fazendo brilhar seus olhos no próprio reflexo. O homem ali, viu a si mesmo, liberto das correntes fabricadas e amarradas por ele próprio, e pela primeira vez na vida, encarou-o diretamente, e percebeu de imediato a sua força.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-5588222007790835198?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/5588222007790835198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/5588222007790835198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2010/03/o-renascimento-na-morte.html' title='O renascimento na morte'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-4993310268230926085</id><published>2009-11-24T06:21:00.000-08:00</published><updated>2011-05-15T08:35:25.944-07:00</updated><title type='text'>Observações a respeito de filmes do festival de curta</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Escola de carteiros - Jacques Tati&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do Odeon escuro, na parte de cima, presenciei mais uma vez o potencial de um homem que fazia filmes felizes, um verdadeiro encantador de pessoas. Frente a projeção, as identidades perdiam de súbito a sua importância, e todos entravam no mundo encantado de Jacques Tati.&lt;br /&gt;O filme era Escola de Carteiros, de 1947, que deu origem ao longa Carrossel da Esperança, feito dois anos depois. Numa cidade campestre, Tati encarna um carteiro carismático, ostentando seus quase 1,90m de altura, que passeia em sua bicicleta a entregar cartas a todos os moradores do vilarejo. &lt;br /&gt;Quase nada se fala, mas muito se exprime. É um filme eloqüente apesar de se apropriar poucas vezes do uso da palavra. A trilha sonora vem como sustento daquela realidade feérica, e dá alento àquela beleza sutil. Tati nos insere em um mundo onde o silêncio não fala, e a tristeza não chora.&lt;br /&gt;Nós o acompanhamos pelo campo, entre os morros, as vacas e as galinhas. Sobre uma bicicleta que tem vida própria, eles vão colorindo, dentro das nossas cabeças, aquelas imagens em preto e branco. &lt;br /&gt;No mundo de Tati tudo tem cor, tudo tem vida, da simplicidade desse carteiro cresceu o lendário Mr. Hulot, filhos desse grande cineasta, que sempre proferiu sem palavras e com uma doçura pueril, ácidas criticas à sociedade, e lindas declaração de amor à humanidade. &lt;br /&gt;Enquanto ele, na tela, batia seu cachimbo na sola do sapato, nós, na platéia, batíamos palma para aquele homem desconcertado que nos maravilhava, a mim, a senhora ao meu lado, a menina do outro lado, a todos indistintos que eram apenas vultos com olhos brilhantes diante daquele carteiro simpático e bufão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Arquitetura do corpo – Marcos Pimentel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés sofridos que acariciam o chão com beleza, altruístas, independente da dor e da indiferença por parte do chão, rígido, impiedoso. Assim começa essa viagem em um mundo que a dor é confortada pelo amor.&lt;br /&gt;A câmera invade as salas de dança com discrição, surda, nada se ouve. As palavras não fariam sentido, e a música que acompanha aqueles corpos em movimentos é quase imaginária, intrínseca, estamos surdos também.&lt;br /&gt;O filme/declaração, mostra com nitidez a importância do processo na realização de uma obra, seja ela qual for, na dança em especial, as marcas desse processo são guardadas com dor e amor no próprio corpo. Dor e amor, os dois pilares da arte, da vida.&lt;br /&gt;As sapatilhas desfilam uma sorte de cores e tamanhos, porém, com um ponto em comum, todas elas gastas e bem vividas. Os dedos parecem não existir.&lt;br /&gt;Do rosto doce traçado por uma gota de suor que atravessa lá de cima, da testa, até despencar do queixo em direção ao chão, que se dependesse dessas poderia ser confundido com uma piscina ao fim de um treinamento. O esforço rígido ofuscado pela sutil beleza dos movimentos. Ninguém fala, mas o filme grita em homenagem ao divino, ao corpo que resiste, que se envolve em si e, que encanta. Da música que desprende o corpo e faz dançar a alma.&lt;br /&gt;O cineasta invisível invade a área de seleção, expõe o nervosismo explícito de todos, até o sorriso aliviado do que fica, e o choro incontrolável do que ficou, só que para a próxima.&lt;br /&gt;O  grande nervoso com a iminente entrada em cena no palco, contrastada com o sorriso pueril dos futuros  grandes já em cima do palco, como se estivessem a brincar, e realmente estavam.&lt;br /&gt;Um verdadeiro elogio à versatilidade dessa arte sem cor, que abrange todas as idades e classes sociais, das bailarinas que embelezam a laje do barraco a dançar meio a roupa estendida no varal; das crianças que se desvendam diante do espelho durante o alongamento; dos rapazes que vencem o preconceito por amor, apenas; e desse diretor, que com o olho, apenas o olho, declarou sua paixão pelo espetáculo que é a dança, pela maravilha que é o corpo, com dor e com amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-4993310268230926085?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/4993310268230926085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/4993310268230926085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/11/observacoes-respeito-de-filmes-do.html' title='Observações a respeito de filmes do festival de curta'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-7750730892539591893</id><published>2009-10-07T21:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T21:49:13.683-07:00</updated><title type='text'>Vamos acabar cegos</title><content type='html'>Saindo do CCBB, decidi fazer um passeio mais longo, comprar uma cerveja, passar pelo Arco dos Telles, pela ampla praça XV, admirar uma das poucas igrejas que acho interessante e assim caminhar até o trem subterrâneo.&lt;br /&gt;Avistei a rua tradicional, mas preferi optar por uma dessas ruelas que só passam em monte nas festividades de fevereiro. Ela estava vazia, via aquele corredor amarelado, cheio de sombras. Logo no inicio fiquei abismado, via homens a contemplar uma banca de flores, que situação insólita porém regozijante. Mais alguns passos a frente e descobri que o objeto de vislumbre não eram as cheirosas e sim a bola que corria solta no jogo que passava na pequena tela de TV.&lt;br /&gt;Fui cativado pelos paralelepípedos antigos, de muitos carnavais, que fizeram-me lembrar da tranquilidade das cidades de interior em Minas, onde ando sem preocupação no meio da rua, por cima deles, e foi o que fiz. Como toda linha reta perfeita, eu fazia minhas curvas, para desviar dos velozes.&lt;br /&gt;Nos bares, homens de todas as idades afogavam as tristezas de mais um dia em um balde cheio de cerveja. Juntos enchiam-se com um pouco de si, para poderem dormir orgulhosos de estarem vivos. Perto deles, na calçada, significativas montanhas de lixo, sendo retiradas paulatinamente por um gari voluntário, que procurava na herança de mais um dia, seu próprio ganha-pão. Dei-lhe minha lata de cerveja, ele agradeceu com um sorriso fraco, sem forças, cansado daquela repetição cotidiana. Talvez se conseguisse juntar um trocado, sentaria-se na mesa com os varões do bar, a tentar colorir uma vida sem cor.&lt;br /&gt;Ficava feliz de ver as lojas fechadas, somente a luz amarelada, opaca. As pessoas iam apressadas, não sei aonde. Os bordéis modernos hoje são em galerias, e na porta em vez de meninas, seguranças. Além daquelas escadas prometem-lhe o paraíso. Passei direto,  os paralelepípedos confortavam-me, via neles a resistência, a sobrevivência do que já foi. Um pouco a frente vi a enchente de asfalto que afogou toda a minha felicidade. Os barcos traçavam ferozes, os prédios imensuráveis pretendiam cochichar ao ouvido da Lua. Aquela luz branca, vinda do alto, mas não do céu. Não consegui ver mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-7750730892539591893?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7750730892539591893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7750730892539591893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/10/vamos-acabar-cegos.html' title='Vamos acabar cegos'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-3862709567882495124</id><published>2009-09-29T01:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T02:08:22.414-07:00</updated><title type='text'>Uma manhã</title><content type='html'>O cansaço parece não ter-se exaurido frente as poucas horas de sono. Não obstante o corpo não dá sinais de fadiga. Tentei dormir, mas os sonhos e as ideias falaram mais alto. O vento soprou com força, e uma única estrela ficou a me observar durante toda a noite. &lt;br /&gt;Logo o dia amanheceu, contrariando as expectativas, claro e bonito. Fiquei feliz, pois o mesmo vento que fazia dançar as árvores do topo do morro, irrompia por entre as janelas do meu quarto, e fazia balançar tudo que não se sustentasse com o próprio peso.&lt;br /&gt;Lá no alto, por trás e acima da montanha, via-se passar em carrilhada uma enorme quantidade de nuvens. Grandes e bonitas, andavam rápido, tinham algum destino certo, não sabia se chegavam ou partiam. O céu parecia colorido por uma criança, com cores leves e pueris.&lt;br /&gt;O cachorro preto que parece um lobo, acabara de acordar e estava a se espreguiçar. Assistia com atenção a braveza da folhas agarradas em seus galhos lutando contra o poder da ventania. Do chão não emergiam espíritos, e sim resquícios de um lixo de ontem, ou de anteontem, ou da semana passada. Voavam pelo ar, ganharam asas de repente, estavam há muitos metros do chão, vendo passar ao seu lado pombos e borboletas com o voo ainda um pouco desleixado.&lt;br /&gt;A pequena estrela fitou-me, até essa hora, mesmo com o céu cada vez mais claro. Assisti de pé, da pequena janela do meu banheiro olhando através do reflexo do espelhado prédio da frente, o sol dar umas boas bocejadas por trás dos alpes, logo estará de pé. Nessa hora do dia, até o barulho dos carros torna-se aprazível, acreditando que todos que andam a essa hora, não possuem buzina.&lt;br /&gt;Não voltei mais a fugir daqui, nas tentativas de fechar os olhos fui acordado subitamente por rajadas mais fortes que tremiam as janelas e a faziam falar. Fiquei imaginando como se tudo isso tivesse sido filmado em preto e branco a conotação que daria é a de um dia macabro e de chuva, seria inevitável. Então despertei por completo, infelizmente, pois o vento não entendeu, eu fechava os olhos para tentar me enturmar naquele emaranhado de nuvens branco algodão que agora deve estar a se lançar por cima das mais belas paisagens. Espero encontrar-lhes logo mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-3862709567882495124?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/3862709567882495124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/3862709567882495124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/09/uma-manha.html' title='Uma manhã'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-5049166438896421499</id><published>2009-09-24T12:07:00.001-07:00</published><updated>2009-09-24T12:16:10.367-07:00</updated><title type='text'>Malditos homens</title><content type='html'>Nada espanta-me mais que os homens. Em especial os que vangloriam ao máximo sue membro viril.&lt;br /&gt;Sórdidos, fedem a ignorância, movidos por sua irracionalidade, sedentos a sobrepujar outrem através da força bruta, do domínio.&lt;br /&gt;Uma busca incessante por um orifício, seja ele de um pneu de borracha ou de um corpo onde um coração ainda bate.&lt;br /&gt;O objetivo é o deleite, o prazer de ver outrem a sofrer diante de seus olhos. Maldito sádico.&lt;br /&gt;O gozo é certo seja ele dentro dentro de um pneu ou de um corpo que o coração já não bate mais. &lt;br /&gt;Malditos homens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres! Andai em bando que sempre que possível, e analisai os imbecis que vós as acompanham!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estiverem no zoológico não se preocupem com os animais, tenham cuidado com os homens que estão a solta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-5049166438896421499?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/5049166438896421499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/5049166438896421499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/09/malditos-homens.html' title='Malditos homens'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-8899668239117787205</id><published>2009-09-22T18:02:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T18:56:58.977-07:00</updated><title type='text'>Lá vem ela</title><content type='html'>O dia nublado e monocromático cooperou com o escurecimento do dia mais cedo. Apesar das previsões a chuva não veio, e a noite caiu suave. As nuvens distinguiam-se do céu com sua tonalidade. Luzes brilhavam do alto da colina meio a escuridão, mas não eram elas estrelas.&lt;br /&gt;Nas ruas os pilotos sonhavam estar em aviões e assim comandavam seus carros. Em um reboque via-se um desses jatos desligado, sendo carregado, talvez por algum desajuste mecânico ou até mesmo descuido do capitão, aquele aeroplano sofreu um acidente, não houveram sobreviventes. &lt;br /&gt;As calçadas mal iluminadas estavam ocupadas por desabrigados com frio. Os andantes passavam apressados por eles, com medo de que algum deles acordasse e lhes arrancassem o pescoço. Adorariam estar em qualquer daqueles aviões que passavam fugazes, menos aquele que passou agora, o vermelho, pois era muito velho.&lt;br /&gt;Os becos eram evitados não por medo de ladrões e estupradores, e sim pelo medo de morrer intoxicados pelo cheiro do mijo que escorria das paredes até desembocar naquela enorme piscina fétida, cheia de formigas nadadoras que para chegar nos seus trabalhos tinham que atravessar aquele rio. Nas passarelas se atreviam alguns prováveis destemidos, com o passo mais apressado possível, disfarçando a corrida amedrontada. Era de se entender que muitos arriscassem ser amassados pelos trens que cortavam a autopista, do que passar naquela pavorosa ponte de pessoas.&lt;br /&gt;Os animais conservadores já estavam recolhidos em seus lares, com suas famílias, a assistir a novela e comer o jantar, para depois dormir. Pela noite somente os caçadores, atrás de alimento e, quem sabe, um pouco de diversão paga. Os gatos saiam das sombras sem serem notados, exceto um gordo, que se esparramou no sono bem no meio de uma empreitada contra uma ratazana.&lt;br /&gt;Dois homens caminham rápido, dão a entender que estão a apressar-se para chegar em suas aconchegantes casas e suas lindas mulheres, mas o destinou é outro, e contém os mesmos atrativos da casa. Uma rapariga lamenta o término do romance com o jovem, ele jurou casamento, e ela afoita, terminou o caso no ato.&lt;br /&gt;No meio das nuvens emergiu a lua, cintilante e sorridente, há uma semana distante. Veio fazer umas anotações e analisar a situação, já que o sol preguiçoso dormiu no oriente. Não se preocupava com a iluminação elétrica, nem com os homens. Olhava atentamente suas filhas diletas, o cheiro do verde, a transparência do azul, o bafo do vento, o peso das folhas e a tonalidade das flores. Parecia anunciar algo de importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob os olhos da lua e o véu dessa noite fria vai renascer a Primavera e tudo que ela traz consigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-8899668239117787205?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/8899668239117787205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/8899668239117787205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/09/la-vem-ela.html' title='Lá vem ela'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-6001069681902175568</id><published>2009-09-16T20:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T02:27:19.712-07:00</updated><title type='text'>A noite</title><content type='html'>Os morcegos cantam e dançam felizes, donos da noite. Os gambás urbanos saem com seus primos ratos em busca de comida e diversão. Nas entranhas de um antiga construção os pombos dormem com os olhos abertos, atentos a qualquer tipo de ataque súbito, proveniente é claro, de algum homem. No chão pegadas de um dia que agora parece não ter existido. O céu se desmancha em sereno, mas só quem os reverencia são as árvores, que lustradas por brincos de orvalho dormem mais belas.&lt;br /&gt;Os carros do dia claro se esconderam ninguém sabe onde, são raros os que passam, além do roubado e o dos policiais, aliás faço confusão, pois falo do mesmo carro. Passaram mais dois, uma ambulância que estava vazia mas fazia brilhar a sirene, e um outro domado por um namorado que foi deixar a amada em casa, mas que na volta entrou na rua errada e foi parar numa cama que não era a dele, mas assim mesmo tinha seu cheiro.&lt;br /&gt;Em movimento, sem ser motorizado, e sem ser o segurança com seu sono automático, andava uma mulher com seu cachorro. O animal, fêmea, parecia afoito, olhava para os lados como se procurasse algo, seu olhar irrompia toda a semiologia dos objetos que o cercavam, parecia que através de uma parede poderia enxergar o que quisesse. Pensei o quão foi gentil o cão em conceder-lhe um passeio aquela hora da noite. Um maço de cigarro seria pouco para a insaciável. Esperava o amante, temia perdê-lo de vez para sua esposa, quando visse o farol dobrar a esquina subiria as pressas com o cão, o perfume e a bala de hortelã desceram junto a ela, serão postos no elevador, o cachorro não gosta daquele cheiro.&lt;br /&gt;Nas casas todos dormem, tranquilos ou não, é difícil saber, a maioria sonha em acordar vivo amanhã apenas, independente do sono. A vela no meu quarto dança com o sopro invisível do vento, e ilumina com carinho a face descoberta do rosto da minha amada, o travesseiro acalenta a outra parte. Adora vê-la dormir. Apesar da evidente lucidez, acredito estar sonhando. E no sonho ela descansa, como se tivesse se preparado o dia todo para ficar mais linda a noite. E como é linda, e como é calma. Como a noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-6001069681902175568?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6001069681902175568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6001069681902175568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/09/noite.html' title='A noite'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-6676351872962787246</id><published>2009-09-08T15:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T16:54:20.000-07:00</updated><title type='text'>Acima de mim, só Deus.</title><content type='html'>Acordou as 10, diferentemente dos dias em que trabalha. Estava ensopado em suor, seu ventilador não fazia a hélice girar, não tinha forças, pois esquecera de pagar a conta de luz no dia certo por estar numa viagem a negócios. É um dia atípico, ficou de passar na casa do pai, que já não vê há um tempo. Apesar da distância sempre se deram bem, sem deixar de lado aquele tratamento respeitoso e afetuoso, feito general e soldado.&lt;br /&gt;O pai trabalhou com a bolsa de valores, um simples operador, ganhou algum dinheiro, nada que chegasse perto dos incontáveis zeros. O filho o estima como um antigo grande economista, era assim que ele o dizia, e logo, é assim que ele o publica, como um pai muito bem sucedido financeiramente. O filho, já não gosta muito de tocar no assunto, trabalha numa loja de seguros e nada mais, não gosta de falar do seu trabalho, pois diz ser injusto, reclama ele, mas diz a todos que tem o projeto pronto para abrir seu próprio negócio.&lt;br /&gt;O pai morava num bairro anexo ao dele, então não viu necessidade de ir de carro, preferiu pegar a velha lambreta de seu porteiro emprestada, uma hora a pedalar e estaria lá. Chegando perto à morada estacionou motoneta numa rua antes, justificando ser o melhor lugar para deixá-la. O senhor esperava-lhe na porta, e presenteou-lhe com um singelo sorriso. Depois do abraço, reclamou do trânsito nas ruas e dos pedestres que o atrapalharam durante o percurso quando vinha dirigindo em seu automóvel.&lt;br /&gt;O velho de tão antigo, esqueceu em minutos do carro, não fazia diferença a ele, já lhe bastava ter que perder o noticiário da tv e abandonar seus canários. Foram de táxi até o lugar, por conta do pai é claro, durante o caminho o mais novo clamava contra o motorista pelo fato de não haver ar gelado no seu carro, e se lá fora 36 graus ardiam sobre as cabeças dos homens, dentro daquele carro só faltavam os presentes estarem de toalha para deleitar uma formidável sauna móvel.&lt;br /&gt;A despeito de nunca ter passado ali antes, disse ao pai ser frequentador do local, mas esse não lhe deu a esperada importância. Comeram o prato do dia, os dois, o pai porque gostava, e ele porque estava cansado de lagosta. Bebeu água, pois naquele inferno era o único líquido apaziguador. Durante a refeição conversaram sobre a copa do mundo, as obras do trem, e alguns negócios que não interessavam a ambos.Infelizmente esqueceu o cartão de crédito em casa, sorte a dele o pai ser prevenido e andar sempre com mais que o necessário.Ah, protestou com o gerente, alegando que a comida nos últimos tempos tinha caído muito de qualidade, e que se continuasse dessa forma, em breve passariam de restaurante fino a do povão.&lt;br /&gt;Povão, no meio dele vieram os dois. Já que as reservas do velho acabaram-se, a volta foi de trem subterrâneo, metrô. Dentro daquele minhocão iluminado por uma luz cansada de um branco pálido, eles entraram e se dirigiram ao centro, onde não havia ninguém. Estavam todos separados como se é de costume, ocupadas apenas os assentos das janelas, pois de lá pode-se desfrutar da bela vista que o metrô proporciona. Ah, os ouvidos também encontravam-se cheios, com fones que tocam música, sabe-se lá qual.&lt;br /&gt;O senhor quase não falou, exceto algumas palavras sem pretensão nem importância, estava mais a escutar o seu pequenino mesmo. E como ele falava. No trem logo começou a reclamar que não gostava de lá andar. Preveniu o pai, dizendo que o trem logo encheria de gente, e que seria horrível pois ele ainda carregava uma sacola da comida que sobrou, para dar ao seu porteiro é claro, que como ele mesmo definiu "é burro mais é gente fina". &lt;br /&gt;Logo chegaram a estação da multidão, e ela entrou, feito uma onda de tsunami, levando a tudo que estivesse pela frente. Os dois estavam a salvo da enxurrada, mas ela não estava de suas objeções. Falava ao pai em voz alta todas as deselegâncias oriundas daqueles incivis. Afirmava não poder andar no meio daquela gente mal educada, e que por educação ou por cansaço do trabalho árduo não tinham força nem para responder-lhe as ofensas. Ansiava à próxima estação, onde todos os ratos desceriam, e assim chegariam a seus devidos lugares, o esgoto, o subúrbio.&lt;br /&gt;Aliviado com a saída daqueles, respirou desafogado, e aguardou tranquilo até o fim da viagem. Desceram logo na estação seguinte. Foi a pé até a casa de seu pai que era perto. Criticou a companhia de luz pois as luzes amareladas faziam sombras estranhas, preferindo por não assumir ao pai que lhe davam medo. Um breve abraço de despedida, desejos de cuidado, boa sorte e breve retorno. E logo caminhou até a sua bicicleta, emprestada.&lt;br /&gt;Estava fatigado na volta, que demorou meia-hora a mais que na ida. Xingou uns tantos quantos cachorros que desviaram-lhe da reta imaginária. Presenteado com uma cama talvez conseguisse dormir ali mesmo, com a cabeça sobre o canteiro. Há duas ruas de casa, foi pego de surpresa, acordou de sua sonolência, acometido por um repentino acidente.&lt;br /&gt;Desatento viu que não haveria jeito, os freios da bicicleta do porteiro nem funcionavam, ele ia de encontro fatal a um dos carros que participou do acontecimento. Durante essa fração de segundos foi pensando que preferia morrer a pagar uma bicicleta ao homem, pois, vivo, não teria como pagar-lhe. &lt;br /&gt;Nesse momento, como que vendo um filme, se viu parado, não sabe-se como, a olhar a menos de um metro os carros estraçalhados, estava tão nervoso que não conseguiu notar facilmente que um grupo de pessoas o cercava. Então entendeu, tinham-lhe salvo a sua preciosa vida. E em vez de praguejar, xingar e reclamar, dessa vez resolver agradecer. "Obrigado, Senhor".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-6676351872962787246?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6676351872962787246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6676351872962787246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/09/acima-de-mim-so-ele.html' title='Acima de mim, só Deus.'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-6314140606156539048</id><published>2009-08-29T13:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T02:21:26.056-07:00</updated><title type='text'>Fotografia</title><content type='html'>Encerram-se as cortinas de mais um majestoso dia. O sol por essas horas já está deitado em sua cama a sonhar por dias melhores e mais humanos. A luz ainda não apagou de vez, mas a lua já está acesa, feito um pingente no peito do céu azulado. Acordada desde cedo, apesar de nada iluminar, a não ser a alma daqueles que a contemplam.&lt;br /&gt;Do quarto do sol brilha uma cor clara e calma, que contorna com perfeição as sombras das árvores na montanha, fazendo com que seja possível visualizar o desenho de cada uma delas separadamente. Do infinito desceram as adiantadas borboletas, que chegaram um pouco antes da esperada primavera. Dançam pelos cantos da cidade, deixando o mais bonito, muito mais do que é; e o mais feio, com uma esperança que antes era impossível.&lt;br /&gt;Por sobre os alpes, correm umas nuvens minhoca, atadas, porém sozinhas no meio da imensidão. Ficaram para a janta. No parque correm as crianças felizes em volta do lago sujo, mas que cospe água limpa para o alto. As bicicletas voam e os pombos fogem. As pessoas tem máquinas fotográficas nas mãos, mas acabam por tirar fotos de si mesmo, com um largo chão de cimento e um imenso shopping center ao fundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-6314140606156539048?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6314140606156539048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6314140606156539048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/08/fotografia.html' title='Fotografia'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-7009984893845452492</id><published>2009-08-20T07:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T07:43:06.506-07:00</updated><title type='text'>Mario Ruoppolo</title><content type='html'>Em vez de peixes, amor e sonhos. Foi isso que o singelo pescador encontrou em sua rede. Dentro dela debatia-se com suavidade a poesia. Ansiosa por ser descoberta e limpa até suas recônditas entranhas. &lt;br /&gt;Através desse achado coloriu sua própria existência. Seu auto-retrato agora se tornara inédito. Cada manifestação em que outrora só sugeria tédio, hoje instigava-lhe a paixão. As tardes de pesca enfadonhas com seu pai, agora retratavam a identidade de um povo aguerrido; o pôr-do-sol repetitivo de cada dia, passou a ter sua singularidade majestosa; a voz do mar em ventania passou a soar feito melodia aos ouvidos; as manhãs dengosas passaram a ter sua devida contemplação; o céu, espelhado no mar, refletia a sua própria alma. &lt;br /&gt;As palavras começaram a propor um novo significado em sua vida, ao perceber que tudo poderia ser objeto de sua inspiração. A morena da cantina desarrumou-lhe o cérebro, e assim, foi encontrar seu trunfo junto as palavras. Jamais teria conseguido expressar seus sentimentos em voz alta ou baixa, com aquele desconcerto que lhe causara. Esparramou no papel em tinta quente todas suas vontades e sonhos. Derreteu a formosa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-7009984893845452492?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7009984893845452492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7009984893845452492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/08/mario-ruoppolo.html' title='Mario Ruoppolo'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-1484571076002579815</id><published>2009-08-18T17:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T07:44:44.674-07:00</updated><title type='text'>Que venha com a primavera</title><content type='html'>Ah, minha princesa dos lábios macios. Hoje lancei-me sobre as montanhas que cercam a minha região em busca da lua. Fui pedir-lhe ajuda. Mas ela foi negligente e ficou a admirar o poente do outro lado do mundo.&lt;br /&gt;Não obstante fui falar as suas fiéis companheiras. Clamei às estrelas que hoje, em especial, brilhassem com mais força, e fossem iluminar  a minha amada enquanto sonhas. Que, doravante, a fizessem reluzir feito sol na água nos dias que lhe fossem nublados. E que destarte, ela pudesse resistir com viveza as tempestades.&lt;br /&gt;Supliquei então, com todo meu amor, que as lágrimas escorridas feito riacho daqueles formosos olhos, logo amanhã, transformem-se em um lindo lago para seu próprio deleite. E com a primavera, erguer-se-ão alamedas coloridas em todos os caminhos que quiseres seguir. E vai ser assim, enquanto a lua viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-1484571076002579815?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/1484571076002579815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/1484571076002579815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/08/que-venha-com-primavera.html' title='Que venha com a primavera'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-2704841203593879529</id><published>2009-08-08T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T17:58:42.776-07:00</updated><title type='text'>A vida de um charuto</title><content type='html'>Caminhando pelo centro da cidade, especificamente no largo da carioca, ao passar os olhos através das grades que cercam o jardim do metrô, para enxergar bem aquele mato mal cuidado que fazia fundo à elas, avistei o charuto pela metade. Encostado com cuidado sobre a mureta de pedra, e com cinzas a bater, estava ele.&lt;br /&gt;Fiquei a pensar qual teria sido a sua trajetória, até ter sido encostado ali, com aquele carinho. A probabilidade de ter sido o presente mais especial da  vida do pomposo mendigo ou  de um revolucionário anacrônico fumando um  daquele, bem suntuoso e saboroso vindo de uma ilha no caribe, famosa pela fabricação de rolos de folha de tabaco, que logo após ver "CHE" comprou uma caixa deles. É exatamente a mesma.&lt;br /&gt;Face as inúmeras hipóteses que surgiram, fiquei com a mais sensata. Expelido com desprezo, o charuto por decência no se jogou ao mato, para evitar danos. Quem jogou foi o porco empresário responsável pelo metrô. E envolvido naquela fumaça que puxava e soltava com avidez, não sentia cheiro e muito menos conseguia sentir a sujeira incrustada no seu próprio cerne.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-2704841203593879529?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/2704841203593879529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/2704841203593879529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/08/vida-de-um-charuto.html' title='A vida de um charuto'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-4763689101320928379</id><published>2009-07-22T15:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T16:37:01.761-07:00</updated><title type='text'>São Conrado</title><content type='html'>Hoje fui a São Conrado encontrar amigos queridos. Cheguei um pouco antes que os dois e aproveitei para um mergulho no poço da longevidade. Logo dei as costas para São Conrado e fiquei defronte ao gigante pedaço de água que desemboca no horizonte. O mergulho, único, distinto em sua singularidade assim como foram todos os outros, cada qual com sua importância e pertinência casual. Depois de embebido e brilhoso do mais puro sal, fiquei diante agora desse imenso santo.&lt;br /&gt;Como me instigavam repugnância aqueles prédios altos à beiramar que não satisfeitos com as manchas de dejetos lançadas ao mar, sujavam também as areias com sua sombra gelada. Na autopista os carros velozes e vistosos  estavam enfileirados, andando feito presidiários, o que de fato eram, verdadeiros detentos de si mesmo, de suas tolas idéias e enganosa felicidade. A gigante favela que virou ponto turístico já destruíra quase que por completo um lindo morro no qual deveriam andar as vacas e não os porcos humanos. As bolas de golfe atravessavam meus olhos feito projéteis pesados de desigualdade a procurar um alvo. Quanta contradição.&lt;br /&gt;Assim minha visão já tinha avistado quase todo o panorama, quando à minha esquerda vislumbrei a imponente pedra, lançando-se sobre os próprios ventos, coroada pelo céu azul e adornada pelas nuvens em forma de folhas alaranjadas a esperar o descanso. E ali refleti a respeito de São Conrado.&lt;br /&gt;Como não gosto dos carros em milhares e das ruas grandes de São Conrado. Como deploro não se poder andar apenas a pé por lá. Como lastimo deixarem ter cometido aquela atrocidade naquele vasto morro. Como lamento terem autorizado erguer aquele muro em frente ao mar. Não obstante, chego novamente ao antigo impasse. Qual o porquê do meu retorno?&lt;br /&gt;Aquela pedra. Ela faz esquecer-me de todas as iniquidades de São Conrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-4763689101320928379?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/4763689101320928379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/4763689101320928379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/07/sao-conrado.html' title='São Conrado'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-460663391091668183</id><published>2009-07-11T08:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T09:19:47.918-07:00</updated><title type='text'>O urso e o Leão</title><content type='html'>Difícil é a tarefa de escrever meio à tantas pétalas que tomam os meus dedos quando escrevo inspirado nessa pessoa. O sol calmo e o vento frio do inverno a deixaram mais dengosa do que sempre foi. Sua pele macia e lisa nesses tempos implora por mais afagos que no verão. Nossas noites de sono são mais chegadas, mais coladas e mais apertadas, porém, cada vez melhores. Nossa cerveja continua gelada e nossa dose de cachaça cada vez mais pertinente.&lt;br /&gt;O amor, apesar da estação, conseguiu manter suas folhas e produzir frutos. Da nossa árvore não falta lenha para acender a fogueira viva. Os dias vão se passando, lentos em meio a toda essa velocidade que destrói o mundo. Nesses últimos cinco dias fizemos coisas para duas semanas e ainda não nos cansamos. Não nos cansamos de nós.&lt;br /&gt;As lágrimas de lástimas invernosas, escorrem quentes através do rosto perfeito, o colo hoje é mais aconchegante e carinhoso, de uma maneira diferente, pois é uma temperatura única no ano. E assim seguimos de mãos dadas nesse frio, com fruto de sobra, folhas e flores a sobejar e lenha em abundância. Um urso e Um leão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-460663391091668183?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/460663391091668183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/460663391091668183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/07/o-urso-e-o-leao.html' title='O urso e o Leão'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-6441320089461288555</id><published>2009-07-08T11:18:00.001-07:00</published><updated>2009-07-08T11:18:30.295-07:00</updated><title type='text'>Parabéns, amigo.</title><content type='html'>Hoje, dia 8, um grande amigo faz aniversário. Dia que comumente é contemplado com algum tipo de comemoração, seja lá qual for. Na ocasião esse meu amigo não poderá fazer o que deseja, pois está preso.&lt;br /&gt;Apesar de não conformar-me com a idéia dele estar detento, revolto-me ainda mais ao pensar que ele procurou e se esforçou para chegar onde está. Nossa relação é antiga. Foi consolidada quando ainda éramos bem novos. Depois dos 18 perdemos o contato devido a toda essa preparação para conseguir a tão almejada escravidão.&lt;br /&gt;Entristeço-me pelo fato de ver escorrer esses tempos de aurora por um ralo sórdido. O tempo nos quais seus olhos brilham de uma maneira diferente da pueril. São tempos únicos, como todos os outros da vida. Onde embriaga-se de uma nova bebida, uma amálgama que simboliza a conversa entre a ingenuidade e a maturidade, as primeiras palavras trocadas entre o jovem e o adulto. Mas enquanto isso ele passa cego diante desse arco-iris.&lt;br /&gt;Então, nesse dia especial, como de praxe, as pessoas desejam feliz aniversário e muitos anos de vida. Eu, não obstante, além de felicidade e anos de vida, desejar-lhe-ei com a pureza extraída do cerne de nossa amizade: Parabéns, pela abundância de insensatez, pela indignidade com os que lhe cercam e principalmente consigo mesmo, e que lhe restem sorrisos limpos no meio de toda essa sujeira na qual faz questão de meter-se e, em breve, inevitavelmente estará a chafurdar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escrevo-lhe com todo o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-6441320089461288555?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6441320089461288555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6441320089461288555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/07/parabens-amigo.html' title='Parabéns, amigo.'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-7935734974303689685</id><published>2009-07-07T08:06:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T08:57:17.219-07:00</updated><title type='text'>Apenas negócios</title><content type='html'>Em poucas horas estarei a participar de mais um colóquio de cinema. Pois é, em vez de simpósio, conferência, debate, congresso, a palavra da vez agora foi colóquio. Por incrível que pareça, o segundo que participo em duas semanas. Tudo isso reflexo do ano da França no Brasil. Até agora os grandes empresários da cultura têm se remexido bastante nas suas cadeiras e muita coisa interessante têm acontecido.&lt;br /&gt;Depois da lua inflamada de ontem no seu céu de gotas. Hoje, chegou aqui vindo lá do Japão um sol brilhante invernal, mergulhado num lago azul infinito. Todo esse resplandecer sempre remete minhas lembranças à praia ou à cachoeira.&lt;br /&gt;Imagino a praia com a água escura igual as do alto mar, a areia infelizmente suja como a de sempre, e o sol limpo e seco como gosta de ser no inverno. A cachoeira com a água menos gelada que no verão, sabe-se lá alguém por quê. E com sua mata mãe úmida e gélida nas partes não acalentadas pelo pai. Ah! como são boas as delícias invernosas, no sol, encontro afago e na sombra, adormeço de tanto conforto.&lt;br /&gt;Essa semana vou preterir os mergulhos na praia ou na cachoeira para me jogar de peito nos estudos a respeito de Jean Rouch. A escolha é difícil, mas ao mesmo tempo simples. Quanto a natureza, eu sei que ela sempre vai maravilhar a minha vida. Já, quanto a boa vontade dos empresários, nada se sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-7935734974303689685?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7935734974303689685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7935734974303689685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/07/em-poucas-horas-estarei-participar-de.html' title='Apenas negócios'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-8122576174624850782</id><published>2009-07-05T21:45:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T21:12:15.025-07:00</updated><title type='text'>Amornarquia</title><content type='html'>Entristeço-me muito pelo fato de ter que acordar todos os dias e ser forçado a mais uma vez engolir a seco uma boa dose tomada no copo sujo da inumanidade. Salvo por algumas manifestações do contrário e também pelo fato de que, junto de todo levante irrompe o sol por trás das escassas montanhas do verde genuíno que vem lá dos povoados da rainha, esposa do rei colossal.&lt;br /&gt;Sinto-me um cavaleiro do reinado da filantropia. Desgastado e sugado diariamente devido as árduas lutas travadas contra essa misantropia onipresente que atormenta-me deveras a cabeça e ainda mais aquele orgão muscular que bombeia o sangue e, como profere a lenda, que produziu e ainda produz o leite mais gostoso da história. Aquele bebido apenas pelos reis maiores, os animais sagrados e alguns outros poucos.&lt;br /&gt;Vejo em presença as cenas que posso, com os olhos através da caixa televisiva as que não poderia em corpo, e em sensações as não plasmadas. Enxergo o espectro do racismo explicitamente implícito. Sinto a distância o olor fétido que exalam os bueiros da segregação social latente, tampados com a rolha ainda molhada de sangue na beira, do vinho bebido na boca pelos ditos democratas.&lt;br /&gt;Vou procurando manter-me em pé e com forças extraordinárias alimentadas no amor e na natureza. A esperar todos os dias ver acordar e dormir as verdadeiras maravilhas do mundo. Sigo em diante aguardando esbarrar com os existentes, porém escassos, humanos. Que atravessem fulgurantes a minha estrada. Fácil notá-los, não pela sua cor ou sapato que usa. E sim pelo sorriso puro e olhar vívido. Pela sinceridade expelida junto as palavras que cantam. E são esses os que, apesar dos estorvos, ainda conseguem suster em si o amor por si, pela vida e pelo o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-8122576174624850782?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/8122576174624850782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/8122576174624850782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/07/amornarquia.html' title='Amornarquia'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-7402897781918835083</id><published>2009-06-30T12:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T13:29:35.476-07:00</updated><title type='text'>Dia de espetáculo</title><content type='html'>Hoje, assim que a noite começar a se pavonear, estarei vendo um grande amigo subir ao palco para demonstrar suas habilidades musicais. É um show importante e faço questão de comparecer disposto em ajudar a encorpar a massa de presságios para que tudo corra melhor do que planejado.&lt;br /&gt;Antes do espetáculo musical e esporádico. Assisto mais uma vez, sem sinais - nem mesmo aqueles remotos - de enfado, ao espetáculo diário do ocaso. No inverno em especial, o sol mistura um sentimento à sua luz, no qual o deixa mais manso e mais pastoso, conseguindo fazer resplandecer à tudo com mais lirismo.&lt;br /&gt;Nada escapa do retoque harmonioso dado pelo sol invernal. Olhei a pele do meu irmão e a vi dourar dum ouro de fantasia, como se estivesse sido pintada. Da varanda, vi nas montanhas as árvores cantarem de alegria por estarem além de mais belas, aquecidas por um calor que não é maçante. Fui à cozinha, e vi a água mergulhar no copo a revelar com nitidez a pálpebra do olho da Mãe. Olhei para cima e vi o céu mais calmo, como se fosse um lago. As nuvens tinham um contorno esmerado, e pareciam descansar estacionadas no céu decididas a pura contemplação. Olhei meu cachorro e o vi transformado em leão. Vi as flores do meu jardim maquiadas e vivas. Finalmente resolvi olhar a quem faltava, e por espanto deparai-me com o reflexo do poente pintado escorrer junta a lágrima, lastimando mais uma vez o fim de um dos espetáculos mais belos que existem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-7402897781918835083?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7402897781918835083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7402897781918835083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/06/dia-de-espetaculo.html' title='Dia de espetáculo'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-5061222073475382934</id><published>2009-06-27T15:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T02:43:26.498-07:00</updated><title type='text'>as crianças</title><content type='html'>Faz pouco que fui acordado subitamente do descanso vesperal. Gritos estridentes e pueris ecoavam de todos os cantos e irrompiam os delgados vidros das janelas do meu quarto. Lá fora, um verdadeiro paraíso infantil. As crianças vibravam de uma bem-aventurança enredada em fantasia. Os pequenos atravessavam meu campo de visão de extremo a extremo, pareciam esconder asas por de baixo de suas camisas. Fiquei feliz em ver o quão são salubres.&lt;br /&gt;A animação da festa era tanta, que ainda não havia escutado vestígios de lamúria. Em evidência diante dos olhos eram três, entre eles, o aniversariante, com mais dois amigos. Estavam vibrantes jogando bola e disputando quem fazia mais gols. De início imaginei que seriam apenas mais alguns sonhadores no meio de outros muitos que se ocupavam com outras brincadeiras. Mas logo pensei que o sonho deles era diferente. Enquanto a linda e pequena garotinha sonhava em ser a bela princesa e o seu corpulento amigo cobiçava ser a Fera, eles estavam ali a sonhar ser o Kaká, Robinho e Ronaldo.&lt;br /&gt;A bola cheia de super-heróis desenhados, ia com toda a velocidade em direção ao muro, no qual eles tinham idealizado no encanto, como o mais magnificente dos gols de futebol. A pelota que ia a 20 km/h em direção a meta, em seus sonhos era um foguete veloz que rachava a parede com a qual se chocava. Cada gol era comemorado com um grito de felicidade e acompanhado por uma narração com a mesma velocidade, mas não a mesma eloquência, de um radialista profissional. Por um momento fiquei radiante por vê-los extasiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida fiz um pedido a lua que fazia-os cintilar em terra, como se fossem as estrelas refletidas em um lago face ao céu enfeitado. Pedi que fizesse essas crianças sonharem em ser os supre-heróis que tinham naquela bola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-5061222073475382934?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/5061222073475382934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/5061222073475382934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/06/faz-pouco-que-fui-acordado-subitamente.html' title='as crianças'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-6505615398642042706</id><published>2009-06-25T21:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T21:37:19.114-07:00</updated><title type='text'>qual será a manchete?</title><content type='html'>As pessoas se vão. Já a hipocrisia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vou deitar-me ansioso para acordar amanhã e ver, triste,  mais uma vez o descarado impudor da mídia, usando os mesmos meios para difamar e entronizar as pessoas de maneira irrefreável.&lt;br /&gt;Foram mais de dez anos de escárnio dos mais sórdidos. Todo o tipo de zombaria foi utilizado. No que acreditar, tratando-se da mídia, vai ser sempre difícil saber. Mas que por trás, mais uma vez, estava a face inumana do sistema, não há dúvida. Que de um dia para o outro deixa de receber milhões elogiando a pessoa, para em seguida receber outros milhões tentando acabar com ela.&lt;br /&gt;Agora ele acabou-se de vez, em matéria. Se é que é isso que eles queriam destruir. Do que eles vão inventar piada agora? Vão dar seguimento ao menosprezo com uma pessoa que faleceu? Acredito que isso não vá vender o necessário.&lt;br /&gt;Agora Michael Jackson morreu, para a aparente felicidade de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem será o próximo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-6505615398642042706?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6505615398642042706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6505615398642042706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/06/qual-sera-manchete.html' title='qual será a manchete?'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-1832759686844739031</id><published>2009-06-25T07:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T11:19:44.419-07:00</updated><title type='text'>Ínfimo</title><content type='html'>Seria possível acreditar que de fato os jornais populares querem educar e informar o povo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preço é ótimo, a qualidade do material é boa e o conteúdo é repugnante.  Vemos sempre os jornais populares,  vistos em destaque do lado de fora das bancas atraindo sempre um bom número de pessoas com suas manchetes que sempre tratam de fofocas,  futebol ou tragédias.  Eu me pergunto se esses jornais querem de fato informar seus leitores.  Será que realmente pensam em conceder conhecimentos ao seu público?  Público esse que sem dúvida é o que mais precisa de apoio e ensinamentos.  Mas, muito pelo contrário, o que se vê é uma aula de baixaria.  Parece que a idéia do jornal é deixar o leitor no nível que está,  e caso saia daquela posição,  é para outra inferior.  No Brasil são 16 milhões de analfabetos,  só no Rio de Janeiro são quase 200 mil,  não sei ao certo qual seria o número daqueles que são considerados alfabetizados mas que tem tamanha dificuldade para ler ou escrever,  sei somente que são muitos.  Esses são os alvos desses jornais. &lt;br /&gt;A postura é ínfima,  e ainda assim seus representantes ainda têm a petulância de dizer que a intenção principal é informar o leitor,  e quanto ao linguajar, afirmam que é o único que seria entendido por seus leitores.  É explícita a vontade deles de jogar cada vez mais o povo no buraco da ignorância,  mantendo sempre,  é claro, uma postura demagógica em seus discursos. Existe, indubitavelmente,  porque tem demanda,  mas uma demanda que apenas aceita,  que espera da mídia o caráter de mudança.  Enquanto os jornais feitos para o povo tratarem de fofoca,  tragédia e futebol, será isso que o povo continuará a gostar.  Se o jornal insiste em fazer com que seus leitores jamais evoluam em termos intelectuais, informativos, culturais, lingüísticos e ,o mais importante, humanos, eu não vejo por que de existir. &lt;br /&gt;São realmente aliados da ignorância e do retrocesso de uma sociedade que já vive há tempos uma situação de calamidade. Ínfimo, esse é o melhor dos adjetivos para os jornais Meia-hora e expresso, e todos os outros que seguem essa estirpe, e por trás da prática, enchem de demagogia seus discursos, indiscutivelmente inúteis, úteis apenas para diminuir ainda mais o poder do povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-1832759686844739031?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/1832759686844739031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/1832759686844739031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/06/infimo.html' title='Ínfimo'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-6357805458540792650</id><published>2009-06-24T06:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T07:07:27.387-07:00</updated><title type='text'>Recomeço</title><content type='html'>Passados mais de, impressionantes, 200 dias, retomo a proposta de tentar escrever todos os dias. A premissa e a promessa são as mesmas, encher essas páginas de monólogos ou qualquer outra coisa que imagine ser interessante.&lt;br /&gt;O nome do site foi trocado. O significado é estampado no nome. Espólio seria tudo o que resta do meu dia, nenhum dia se passa em branco, todos eles tem algo a ensinar-lhe, algo que tenha convocado-lhe a atenção ou a revolta, algo que o fez gastar alguns momentos a pensar a respeito, então aqui descarrego toda ou alguma parte de um legado deixado no fim de cada morte diária. Em cada aurora há o renascimento e a partir daí se inicia o ciclo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-6357805458540792650?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6357805458540792650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/6357805458540792650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/06/passados-mais-de-impressionantes-200.html' title='Recomeço'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8690172934884064851.post-7519625557581757670</id><published>2009-06-23T14:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T17:35:11.234-07:00</updated><title type='text'>Quanto a política</title><content type='html'>quanto a política Não acredito e provavelmente tão cedo não passarei a acreditar no cenário circense, quer dizer político atual. Abstraindo a candidatura de funkeiros e jogadores de futebol, foco-me mais na transparência de algo verdadeiro, o que realmente não se vê e muito menos se sente, as propostas são basicamente as mesmas e os discursos bem semelhantes, exatamente como nós fazemos quando temos que produzir algum texto chato, simplesmente copiamos a idéia, trocamos as palavras e as ordens das mesmas. Em 2008 pela primeira vez em minha vida vi a juventude ativa politicamente, se foi por onda ou se foi por real interesse, não sei e não me interessa saber, adoraria que fossem realmente interessados, mas vamos seguir sem digressões ao longo desse texto. Sendo mais conciso, é a primeira vez que vejo um candidato cair nas graças do povo de fato, sem que para isso precisasse distribuir cestas básicas, bonés e camisas em abundância, ele não comprou o voto de ninguém. Suas novas propostas, seu perfil e histórico libertários, Seus discursos eloquentes e carregados de intelecto, de fato, conquistaram a fidelidade de seus eleitores, se ele ia cumprir ou não com suas promessas depois de eleito, não sei, ninguém sabe, mas que o rio de janeiro era digno dessa virtual mudança, era. Quanto ao eleito, é realmente complicado falar, a palavra que mais gosto de usar quando refiro-me a ele é ordinário. Acredito que tal sujeito tenha feito muitas sujeiras para conseguir o que queria, algumas delas até inimagináveis.&lt;br /&gt;Vou continuar lendo a respeito de política e sua história, quanto a gestão  aqui vigente, serão mais 4 anos de descrença.  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer"&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt; &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/quanto-poltica.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-29T05:56:00-07:00"&gt;05:56&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="reaction-buttons"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="star-ratings"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-backlinks post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-icons"&gt; &lt;span class="item-control blog-admin pid-966416374"&gt; &lt;a href="post-edit.g?blogID=2952255904236366740&amp;amp;postID=5597133347482463849" title="Editar postagem"&gt; &lt;img alt="" class="icon-action" src="img/icon18_edit_allbkg.gif" width="18" height="18" /&gt; &lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-2"&gt; &lt;span class="post-labels"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-3"&gt; &lt;span class="post-location"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;h2 class="date-header"&gt;Terça-feira, 28 de Outubro de 2008&lt;/h2&gt; &lt;div class="post hentry uncustomized-post-template"&gt; &lt;a name="3262726523652928537"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/viso-do-buraco-ensaio-2.html"&gt;visão do buraco - ensaio 2&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt; 6:50 am Faz frio, a ida até o buraco é difícil. O dia é opaco, a chegada da chuva é iminente, seu companheiro vento já veio conceder o recado. Sabe-se que a água que vai cair hoje será mais gelada que a de outros dias, por isso a negligência. O buraco escolhido é o mesmo, lá fora o movimento é maior devido a hora, transeuntes começam a levar seus filhos ao colégio e comprar pães na padaria. 6:55 am A garganta avisa que o fluxo de saliva é normal, mas existe um congestionamento na entrada do túnel, especificamente na altura das amígdalas.O homem do estacionamento multifuncional já se foi, no lugar dele, um garoto de uns 20 anos, não se sabe se ele cuida do estacionamento ou trabalha no lava jato. Um cabeludo passa, um possível imigrante, talvez tenha vindo da capital de marte, não é normal ver alguém pedir informação a essa hora, ele pergunta algo ao jovem do estacionamento, a resposta é breve, talvez ele queira uma papelote de cocaína no morro aqui ao lado, ou até mesmo possa estar vindo de lá, mas a sua cabeça está na lua, ele segue seu caminho, decerto, com a informação que queria. 7:00 am Descendo em direção contrária a do cabeludo, um casal corpulento com seu saco de pão, felizes, não se sabe se pela aquisição do pão ou pela conversa que tem. Eles vão em direção ao posto, esse que está lotado de carros pretos, são uns 4 juntos, as bandeirinhas do posto oscilam para lá e pra cá com o vento forte, são pretas e amarelas, no formato de bandeirinhas de festa junina, Alfredo Volpi adoraria pinta-las. 7:05 am no prédio em frente ninguém despertou ainda, logo ao lado, o homem que do lado de fora da portaria mora, possivelmente patrocinado pela carlton e pela caninha da roça, já está de pé e levantando seu acampamento, é difícil adivinhar para onde ele vai. O 409 aparece na esquina, é difícil imaginar que alguém esteja indo para cachoeira do horto, até agora ninguém entrou no ônibus, mas alguém vai sair, rapidamente um intrépido menino uniformizado entra pela parte traseira do ônibus, ele deve ir a escola, os atos transgressivos ocuparam o espaço que, outrora, era do feérico mundo das crianças. 7:10 As paredes do box lembram um lindo céu durante a noite, cheio de suas gotas cadentes que, cintilantes, caem interruptamente. Descendo a rua, para a surpresa de todos, vêm ele, o cabeludo, agora com um cachorro cinza na colheira, e um saco para limpar as fezes do animal, deve ser essa sua labuta, passear com cachorros da região. Então o que o homem de marte perguntava ao jovem do estacionamento? eles já se conheciam. Devia perguntar a respeito da eleição, é o assunto mais falado por agora. Se o jovem do estacionamento é esperto, deve ter-lhe dito: "sorte a sua de ser de marte". 7:15 am O banho termina.  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer"&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt; &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/viso-do-buraco-ensaio-2.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-28T02:25:00-07:00"&gt;02:25&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="reaction-buttons"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="star-ratings"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-backlinks post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-icons"&gt; &lt;span class="item-control blog-admin pid-966416374"&gt; &lt;a href="post-edit.g?blogID=2952255904236366740&amp;amp;postID=3262726523652928537" title="Editar postagem"&gt; &lt;img alt="" class="icon-action" src="img/icon18_edit_allbkg.gif" width="18" height="18" /&gt; &lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-2"&gt; &lt;span class="post-labels"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-3"&gt; &lt;span class="post-location"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;h2 class="date-header"&gt;Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008&lt;/h2&gt; &lt;div class="post hentry uncustomized-post-template"&gt; &lt;a name="7116857049907150874"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/viso-do-buraco.html"&gt;visão do buraco&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt;6:00 am a música que toca é de um francês multiinstrumentista que chama-se Guillaume mas todos o conhecem pelos seus outros dois nomes. A água do chuveiro vai começar a cair, dois buracos no banheiro, cerca de 50cm de largura x 30 de altura, terceiro andar, leva-se em conta ainda dois andares de garagem e o play, lá fora as construções imutáveis até que resolvam implodi-las igual com as torres gêmeas. A escolhida foi a janela da direita, a outra permanece fechada. A água está gelada. Lá fora a vicissitude põe em prática um de seus significados. Tudo é sempre tão parecido. Logo a frente, existe um galpão, é um estacionamento, que a noite vira salão de festas e lá também lava-se carro, não só você precisa fazer mais de uma coisa para não ficar para trás no mercado, assim como os empreendimentos também tem de se tornar mais versáteis. Vai ser um lindo dia. Vem o jornaleiro, cabelos negros apenas nas laterais, ele tem uns 30 anos, deve trabalhar naquela câmara aberta no mínimo a 15, não satisfeito em abrir a câmara as 6, antes ele entrega alguns papéis aos clientes indolentes. 6:10 am começa o banho. A esquerda, em uma esquina, um posto de gasolina, o bobs que ali tem só abre mais tarde, os homens do posto já estão abrindo, retirando a cerca, mas quem tira a cerca é o segurança da rua ao lado e ele usa um carrinho de supermercados para guardar a corrente e os canos. Será que foi roubado aquele carrinho?. 6:12 o céu está aberto, não obstante está frio por causa do horário e a água varia de temperatura incessantemente. Entre o posto e o estacionamento existem dois prédios, um prédio de dois andares e um outro, esse de cinco andares. O menino desassossegado do primeiro andar do prédio de dois andares ainda não deve ter acordado e no de cinco andares ninguém mora na parte de dentro, do lado de fora, na portaria, vive um senhor, falta-lhe um teto, mas cigarro e cachaça jamais. 6:17 am a água mesclada com sabão escorre em direção ao temido e sórdido ralo. Logo aparecerá o moço que toma conta dos táxis aqui na frente do prédio, vulgo chupeta, caso ele não apareça, decerto, seu filho aparecerá, comumente chamado de chupetinha. Herdou não só o apelido, mas também a alegria de seu pai. 6:20 am o banho acaba.  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer"&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt; &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/viso-do-buraco.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-22T02:06:00-07:00"&gt;02:06&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="reaction-buttons"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="star-ratings"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-backlinks post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-icons"&gt; &lt;span class="item-control blog-admin pid-966416374"&gt; &lt;a href="post-edit.g?blogID=2952255904236366740&amp;amp;postID=7116857049907150874" title="Editar postagem"&gt; &lt;img alt="" class="icon-action" src="img/icon18_edit_allbkg.gif" width="18" height="18" /&gt; &lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-2"&gt; &lt;span class="post-labels"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-3"&gt; &lt;span class="post-location"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;h2 class="date-header"&gt;Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008&lt;/h2&gt; &lt;div class="post hentry uncustomized-post-template"&gt; &lt;a name="6591467921812593525"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/quanto-escrita.html"&gt;quanto a escrita...&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt;A escrita emergiu em minha vida quando encontrei a necessidade de ter que por em um papel meus arrevesados pensamentos. Depois de acostumado, passei de fato a tomar gosto pela ato de escrever, de expressar os sentimentos, e toda essa dança entre idéias e seleção de palavras deixam-me cada vez mais interessado em escrever mais e mais. Não raramente, encontro-me a sentir falta de um papel, eis aí uma relação de interdependência, o papel disposto e receber e guardar aquelas palavras, e eu a ali deposita-las para que aumente a sua longevidade. Essa prática decerto fez com que conhecesse mais a respeito da minha pessoa, tornando meu mar de idéias algo mais límpido não só para os outros. Considero-me ainda um tanto quanto hermético e com os pensamentos arrevesados, afinal, acho difícil manter-me inerte de tudo que se passa a minha volta...  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer"&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt; &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/quanto-escrita.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-20T13:28:00-07:00"&gt;13:28&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="reaction-buttons"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="star-ratings"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-backlinks post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-icons"&gt; &lt;span class="item-control blog-admin pid-966416374"&gt; &lt;a href="post-edit.g?blogID=2952255904236366740&amp;amp;postID=6591467921812593525" title="Editar postagem"&gt; &lt;img alt="" class="icon-action" src="img/icon18_edit_allbkg.gif" width="18" height="18" /&gt; &lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-2"&gt; &lt;span class="post-labels"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-3"&gt; &lt;span class="post-location"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post hentry uncustomized-post-template"&gt; &lt;a name="762910662131067150"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/solilquio.html"&gt;solilóquio&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt;Venho por meio deste esclarecer comigo mesmo diferentes pontos de vista que tenho a respeito da vida. Essa série de monólogos nada tem de especial, tratam-se apenas de depoimentos que farei para entender, talvez, de forma mais clara, as minhas próprias idéias.  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer"&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt; &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/solilquio.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-20T07:33:00-07:00"&gt;07:33&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="reaction-buttons"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="star-ratings"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-backlinks post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-icons"&gt; &lt;span class="item-control blog-admin pid-966416374"&gt; &lt;a href="post-edit.g?blogID=2952255904236366740&amp;amp;postID=762910662131067150" title="Editar postagem"&gt; &lt;img alt="" class="icon-action" src="img/icon18_edit_allbkg.gif" width="18" height="18" /&gt; &lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-2"&gt; &lt;span class="post-labels"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-3"&gt; &lt;span class="post-location"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;h2 class="date-header"&gt;Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008&lt;/h2&gt; &lt;div class="post hentry uncustomized-post-template"&gt; &lt;a name="9205367493562918007"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt; palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que hoje minha maior diversão,indubitavelmente, é o dicionário. Como posso ficar horas e horas oscilando de A a Z, pulando de palavras em palavras incessantemente, instigado por uma curiosidade que me domina, e pela vontade um dia ter-las como sinceras aliadas de minhas idéias e análises.  &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer"&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-1"&gt; &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/palavras-acredito-que-hoje-minha-maior.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-13T10:45:00-07:00"&gt;10:45&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="reaction-buttons"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="star-ratings"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-backlinks post-comment-link"&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-icons"&gt; &lt;span class="item-control blog-admin pid-966416374"&gt; &lt;a href="post-edit.g?blogID=2952255904236366740&amp;amp;postID=9205367493562918007" title="Editar postagem"&gt; &lt;img alt="" class="icon-action" src="img/icon18_edit_allbkg.gif" width="18" height="18" /&gt; &lt;/a&gt; &lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-2"&gt; &lt;span class="post-labels"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="post-footer-line post-footer-line-3"&gt; &lt;span class="post-location"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;h2 class="date-header"&gt;Domingo, 5 de Outubro de 2008&lt;/h2&gt;  &lt;a name="8760427371458808061"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt; teste  &lt;/div&gt;   &lt;span class="post-author vcard"&gt; Postado por &lt;span class="fn"&gt;cavalodepau&lt;/span&gt; &lt;/span&gt; &lt;span class="post-timestamp"&gt; às &lt;a class="timestamp-link" href="http://bocetadepalavras.blogspot.com/2008/10/teste.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2008-10-05T19:47:00-07:00"&gt;19:47&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8690172934884064851-7519625557581757670?l=espolioquotidiano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7519625557581757670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8690172934884064851/posts/default/7519625557581757670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espolioquotidiano.blogspot.com/2009/06/quarta-feira-29-de-outubro-de-2008.html' title='Quanto a política'/><author><name>Carlos Meijueiro de Assis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09243925698927615152</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_3QjdQ-7R9NA/TBuEqnvcnlI/AAAAAAAAABQ/DhqKDNexEGw/S220/Untitled-11+copy.jpg'/></author></entry></feed>
